Menina dos Olhos de Deus!
Era pequena e forte, guardada no meu castelo,
Frágil de corpo, segura de si.
Criança amada, protegida e guardada.
Seu castelo de areia o vento derrubou.
Perdida ao relento, chorosa ficou!
Menina triste, sua alegria expirou.
Seus olhos eram jabuticabas brilhantes,
Agora, avermelhados pela dor.
Lágrimas lavam seu rosto sofrido,
De um lar que se quebrou.
Era pequena princesa,
E a malvada vida, roubou-te a alegria.
Sofreu calada, viveu amargurada!
Passou pela vida sendo sempre reforçada,
O chão era colchão e o jornal cobertor!
Uma pedra por travesseiro e o relento de teto.
Cresceste vencendo o dia que terminou!
Tiveste por dentro lembranças do castelo forte.
Que também é lembrança de morte.
Menina triste, lançada à sorte!
Cresceu amparada pela vontade de vencer.
Engoliu sapos...
Engasgou com o soluço!
A vida encarou, olhos nos olhos...
Sem medo da batalha.
Travou imensa guerra,
Caída quase desistiu,
Do chão, olhou para o alto!
E um cavalheiro brilhante a levantou.
Transformou o coração despedaçado em ouro fundido.
Renovou as forças e nova esperança deu.
Ofereceu-lhe um ombro e carregou-a no colo.
Venceu por ela todas as batalhas,
Sarou todas as dores, limpou todas as feridas.
Colocou seus pés na rocha firme,
E chamou-a pelo nome.
Amou-a nos momentos de maior aflição e agonia.
O jornal que foi cobertor, era providencia.
Seus braços eram o chão que serviu de colchão.
A pedra que foi o travesseiro, era seu colo seguro,
O relento que era o teto, era a casa do Senhor.
Menina forte, deixada à sorte.
Encontraste abrigo na casa do Deus forte.
Que Venceu a própria morte.
Ganhaste vida em abundância!
E hoje em seu castelo, abrigas mais que podes.
Pequena menina,
Sempre estiveste rodeada por corte celeste.
Resgatada da morte, por um Deus forte!
Princesa de corpo frágil e coração forte.
Menina escolhida a dedo,
Menina dos Olhos de Deus!
Raquel costa
Nenhum comentário:
Postar um comentário